Friday, January 19, 2007

Álbuns que influenciaram guitarristas


Cream- Disraeli Gears

Este mítico álbum marca uma nova sonoridade da banda. Os Cream era conhecidos pelos longos improvisos, peso e por ser uma das primeiros trios que no inicio iria marcar uma nova onda de inúmeros trios. Esta super banda, já com um currículo extenso entre bandas de jazz e blues encontrariam melhor sorte com os Cream formado pelo baterista carismático, Ginger Baker. Mas a maior estrela da banda era Eric Clapton, então no auge, influenciaria inúmeros guitarristas graças á sua genialidade. Jack Bruce, um poeta dono de uma voz doce e cativante junto com Baker e Clapton estavam predestinados a ser um dos maiores trios do mundo. Efeitos psicadélicos do pedal Wah-Wah, solos demasiados virtuosos, um som límpido e blues demasiado pop e pérolas escondidas que merecem ser descobertas como ‘Tales Of Brave Ulysses’ e o maior êxito da banda: ‘Sunshine Of Your Love’ uma grande canção com refrão pesado e peso acrescentado no final.

Free- Fire And Water

Terceiro álbum deste grupo britânico inclassificável, saido do blues boom dos finais dos sixties e que traçaria um certo sabor a rock seventies, pesado e metálico, Fire And Water constitui a apoteose dos Free e o inicio de um grande sucesso graças ao single All Right Now. Paul Kossof trasmitia toda a dor e lamento pelos magnificos solos e Paul Rodgers nunca se portou tão bem como neste álbum mágico. Baladas adoçadas também estão incluidas no reportório, basta procurar no nostálgico Remember e na doce Oh I Wept. Um clássico.

Jeff Beck- Blow By Blow

Uma das figuras mais ‘sul generis’ da galeria dos lendários guitarristas. Passou pelos Yardbirds e pelos Jeff Beck Group (onde Rod Setwart ainda era um certo desconhecido) abraçando finalmente a carreira a solo. Em 1975 lançou o seu álbum a solo mais famoso, Blow By Blow, salpicada de verdadeiras pérolas do chamado fusion rock, um álbum magistral e experimental. Jeff Beck utilizou a Gibson Les Paul embora que o seu som mais característico fosse uma stratocaster modificada.


Ten Years After- Recorded Live

Oriundos do blues boom inglês dos sixties, os Tem Years After gozaram de um sucesso bem merecido em 1969 graças á contribuição em Woodstock e á interpretação de um único titulo, o vertiginoso e inflamável ‘I’m Going Home’ do qual para grande felicidade minha apresenta-se neste álbum ao vivo. Reeditado num só CD, Recorded Live é ambientado por solos dignos de entretimento e a cover de Willie Dixon, ‘Help Me’, é igualmente inflamável. Alvin Lee, líder da banda, foi injustamente desprezado por ser demasiado virtuoso.

Van Halen- Van Halen

Natural de Pasadena e formado pelos irmãos Van Halen, iriam reinventar aqui o hard rock. Pode-se dizer que quando apareceu o inquieto Eddie Van Halen a forma de tocar guitarra nunca mais foi a mesma. Escalas supersónicas passaram a fazer parte do repertório de quase todos os guitarristas. Eddie Van Halen não só foi original no modo de tocar como no modo de construir novas guitarras como a famosa ‘Frankenstein’com corpo da ‘stratocaster’, o braço de uma ‘kramer’ um humbucking, floyd rose, um único botão de volume e fita cola nos dedos...enfim. foram experiências que mudaram o próprio rumo dos fabricantes de guitarras. Reedescobre-se aqui temas inquietantes como no tema de abertura em ‘Eruption’ na cover soberba ‘You Really Got Me’ (The Kinks) e outras faixas imparáveis ‘Running With The Devil’ ou ‘On Fire’. A banda tentaria ainda impressionar com outro clássico: 1984, mas isso é outra história.

Steve Vai- Passion & Warface

Steven Siro Vai nasceu a 6 de Junho de 1960, em Nova York. Começou a tocar guitarra aos 13 anos, tendo como objectivo ‘tocar como Jimmy Page’. Aos 18 anos, em 1978, Steve Vai deixou Long Island e partiu para a Berklee School Of Music, em Boston onde gravou uma demo que enviou a Frank Zappa. A demo continha a gravação de um tema do próprio Zappa tocado duas vezes: uma no ‘tempo’ normal e outra a dobrar. Sabendo que não era fácil tocar aquilo, Zappa convidou Steve Vai a juntar-se á sua banda, tornando assim o mais jovem da equipa de Zappa.
Em 1983 gravou o seu primeiro álbum a solo, Flexable’ e anos mais tarde, escreveu aquela que é considerada por muitos como a sua obra prima: Passion & Warface. Álbum completamente instrumental mostrava um Steve Vai no seu auge.

Led Zeppelin- Led Zeppelin II

O segundo álbum dos Led Zep é ainda mais forte e inspirado que o primeiro. É talvez com ele que nasce verdadeiramente o hard rock. O riff do blues ‘Whole Lotta Love’ é talvez aquele que mais sintetiza o termo ‘heavy’. Jimmy Page, mestre em fazer solos virtuosos, incorporou os Yarbirds junto com outros mestres bem conhecidos da galeria: Eric Clapton e Jeff Beck. Os Led Zep ainda se chamavam The New Yardbirds mudando assim de nome vindo de uma sugestão de Keith Moon. O rock nunca mais foi o mesmo. O primeiro álbum já era uma surpresa e então o segundo foi um choque. O som do conjunto, á base de riffs pesados e violentos , marca uma nova etapa no rock. Mas também á pérolas de pop em ‘What Is And What Should Never Be’ ou pérolas mais acusticas como em ‘Thank You’ e ‘Ramble On’. Blues rasgados em ‘The Lemon Song’ ou ‘Bring It On Home’ e tendo ainda um solo magistral de John Boham em Mody Dick. Incrivelmente diversificada, o LZ II é uma obra prima que pode passar por gerações sem passar despercebido.

Jimi Hendrix- Are You Experienced?

James Marshall Hendrix, nascido a 27 de Novembro de 1942, em Seattle, dispensa de apresentações e descrições mais ou menos superficiais. Desde o inicio da sua fama que o nome Jimi Hendrix é tido como influencia para quem pretenda vir a ser guitarrista. Antes de passar pela sua banda, a Experience, Jimi Hendrix passou pelo BB King, Ike & Tina Turner e Little Richard. Tecnicamente, inclusive nos equipamentos escolhidos , Hendrix mostrou-se sempre inovador e original, de forma a tocar, pois, canhoto, usava uma guitarra para destros invertida.
Quando foi lançado este primeiro álbum da banda The Jimi Hendrix Experience fez o efeito de uma bomba no rock britânico, e depois mundial. Apesar de estar próximo de bandas trios como Cream, e de revolucionar o modo de tocar guitarra, Jimi Hendrix revolucionaria também uma nova maneira de escrever e de fazer soar uma canção. Temas enriquecidos como ‘Hey Joe’, ‘Purple Haze’ ou ‘Fire’ inspiram-se nos blues psicadélicos. Mas as faixas menos conhecidas são igualmente um ‘must’ e clássicas que perduram no mural dos clássicos do mundo do rock in roll. Jimi Hendrix inspirou-se no Eric Clapton e Eric Clapton inspirou-se no Jimi Hendrix dando assim ascensão aos dois maiores power-trios da década sessenta: Cream e The Jimi Hendrix Experience.
Are You Experienced? É um clássico absolutamente obrigatório para quem queira aprender a tocar guitarra.

Rory Gallagher- Irish Tour

Este álbum ao vivo veio provar que Rory Gallagher era um extraordinário performer, um grande guitarrista com enorme feeling e energia inesgotável, mas também um cantor sedutor e um exímio compositor. Está aqui no seu melhor da sua forma e no apogeu
da sua glória na Irlanda, a sua terra natal, perante o seu publico. Oferece um blues rock incandescente, recheado de sublimes excertos de guitarra, alternado entre temas originais (ainda melhores do que em versão estúdio) e covers bem seleccionadas como ‘I Wonder Who’ de Muddy Waters, ‘Too Much Alcohol’ de J.B. Hutto e um surpreendente ‘As The Crow Flies’ de Tony Joe White, em versão acústica.
Um guitarrista impressionante, muito á vontade no palco, extremamente simpático e dono de uma musica verdadeiramente eufórica.

Black Sabbath- Paranoid

Definitivamente o melhor dos originais da banda. Este segundo álbum, rebaptizado para beneficiar do sucesso do single) da banda tra-lhe glória graças á inclusão do sucesso ‘Paranoid’. Célebres também são o épico ‘Iron Man’ com um baixo arrasador, ‘War Pigs’, funk/metal, critica á Guerra do Vietnã , a sombria ‘Hands Of Doom’ que representa uma evolução face ao hard rock e a incrivelmente poderosa ‘Fairies Wear Boots’ blasfémias contra os skin-head ou seja um clássico que abalou as fundações do rock. Temos faixas curiosas como o ’Planet Caravan’ que não há explicação possivel para definir o estilo a dar á faixa e o psicadélico ‘Electric Funeral’ com efeitos de pedal. Ozzy Osborne pode não ser um grande intérprete mas é dono de uma voz única. O mais experiente da banda é Tommy Iommi, guitarrista da banda, que antes de formar os Black Sabbath, passou pelos Jethro Tull e foi influenciado pelo Jazz (dai Ozzy ás vezes se irritar com Tommy por causa dos longos solos e improvisos) de certa maneira Tommy Iommi é um dos melhores guitarristas á face da Terra.
O material é indiscutivelmente pesado e sombrio, com canções sobre sobre a morte, pestilência, guerra, doenças e ocultismo, tudo isto na perfeição lírica.
Depois deste os Black Sabbath ainda continuariam a tentar fazer melhor mas Paranoid é uma das maiores influencias do rock pela razão de diversificarem e de terem em mão algo novo.

UFO- Strangers In The Night

Grande álbum ao vivo! Surpreendente e energético! Sem duvida que a década 70 recebeu grandes álbuns ao vivo em que transbordava energia e virtuosismo. Contemplar esta maravilha é ser transportado para as grandes arenas de rock que enchiam de plateias num ápice.
A tudo isso deveu-se a um certo jovem chamado Michael Shenker, que era virtuoso em demasia e dono de um estilo único (guitarras distorcidas e etc) e foi com o mesmo que aconteceu o apogeu da banda. Na metade da década setenta toda a juventude que possuísse uma guitarra iam buscar influencias ao guitar heroe alemão e esse mesmo senhor influenciou também uma série de bandas até nos EUA como os Metallica, Megadeth e até mesmo os Smashing Pumpkins. Tocou nos Scorpions numa curta passagem e é irmão dum deles. Os seus solos soam tão épicos como espectaculares, dedilhando cada nota até arder. Basicamente é um álbum ao vivo sem pontos baixos e despejado de energia. ‘Lights Out’ e ‘Rock Bottom’ são a prova viva disso.

Deep Purple- In Rock

Quarto álbum da banda, In Rock é o primeiro da formação conhecida pelo aplido Mark II (a formação da era de ouro da banda). Um dos álbuns fundadores do hard rock, contém originalmente sete temas arrasantes que possivelmente atiram as agulhas indicadoras para o vermelho. Depois do fiasco em território progressivo e orquestral a banda finalmente encontrou a sua fórmula para grande felicidade de Ritchie Blackmore, guitarrista da banda, demasiado talentoso e demasiado arrogante. O álbum abre com o histérico ‘Speed King’ e nunca mais se olha para trás. Temos também o épico e magistral ‘Child In Time’, uma faixa pseudo progressiva com Ian Gillian num dos melhores momentos com a sua voz magistral. Os musicos estão aqui no pico da sua forma, sobretudo Ritchie Blackmore, numa guitarra incandescente (uma stratocaster distorcida) e Gillian numa interpretação paroxística.

Queen- A Night At The Opera

Este álbum inclui obviamente ‘Bohemian Rhapsody’ a musica que propulsionou a banda para o topo das paradas. Este álbum inacreditavelmente variado contém pérolas únicas, músicos neuróticamente perfeccionistas, tiveram álbums de grande qualidade antes e depois mas nunca superaram-se frente ao ANATO. A razão do qual este álbum está aqui no tópico não é por a minha banda favorita ser os Queen mas sim pela maestria de Brian May o meu elemento predilecto. Dono de um estilo único (e guitarra também, Red Special) em estúdio Brian soava a musico tal como ele era e ao vivo soava simplesmente a Brian May. Death On Two Legs é impressionante pelos solos mortíferos e a capacidade de articular riffs meticulosamente árduos. Mas também á um daqueles temas que têm um sabor a hard rock seventies como no distorcido ‘Sweet Lady’ e no místico ‘’I’ m In Love With My Car’. Entram aqui instrumentos exóticos como o Ukelele no jazz ‘Good Company’ e vaudevilles como o docemente belo Seazide Rendevouz e o estranho ‘Lazing On A Sunday Afternoon’. Boh Rhap é daquelas faixas dificeis de esquecer e fácil de surpreender, de um prog rock aterrador, Freddie Mercury criou um monstro e nunca mais conseguiu superar. Brian May está nos seus melhores momentos, aliás todos os musicos o estão.

Chuck Berry- His Best Volume I

Chuck Berry é talvez o artista que mais merece destaque no rock in roll. Influenciou uma afinidade de rockers como Keith Richards (The Rolling Stones), Angus Young (AC/DC), o próprio Elvis Presley, Grateful Dead, Bruce Springsteen e centenas de outros e os mesmo nunca cessaram de adoptar temas deste mestre inconfundível de criar grandes melodias que se tornaram clássicos com o passar do tempo. Esta sublime compilação oferece vinte dos seus maiores temas como a muito conhecida de então e a minha favorita Johnny B Goode, Maybellene, Carol, Sweet Little Sixteen, Rock In Roll Music entre tantos clássicos da usina do rock. Infelizmente artistas brancos como Elvis Presley (pela mesma razão de ser branco e bonito) aproveitaram de adaptar temas de Chuck Berry e ganharam fama á custa dele. Mas hoje reconhecemos que ele é o verdadeiro rei do rock e sem ele saber, o modo como tocava guitarra estava muito á frente.

Aerosmith- Rocks

O quarto álbum da banda, sucedendo ao excelente ‘Toys In The Attic’ já confirmava a banda como uma das melhores do género hard rock. Desde o primeiro tema, Back In The Saddle ao Lick And A Promise, passando pelo funky Last Child ou o stoniano Combination que os Aerosmith derrapam no seu estilo absoluto. Nobody’s Fault Steven Tyler vocifera magnificamente e Joe Perry encandeia riffs viciosos com um som de guitarra que influenciará inúmeros hard rockers.
Para compor o equilibrio, os Aerosmith, fecham o álbum com a excelente balada Home Tonight. Se querem o melhor rock in roll americano aqui têm. Sem duvida revolucionário.

Double Vision


Depois do estrondoso sucesso com o multi platinado ‘Foreigner’ a banda volta com a mesma garra e com um som pop/hard rock da fórmula ROA (rock orientado para álbum) e repete o mesmo sucesso consecutivo e não será o ultimo.
O álbum abre com o hard rock Hot Blooded, que chegou a nº 3 na Billboard, uma faixa inesquecível com um ritmo implacável. Blue Morning, Blue Day segue a linha mais pop com um refrão suave e embalado que faz contentar as mentes mais pop, chegou a nº 15 na Billboard. You’re All I Am é uma balada calma e Lou Gramm encontra-se nos seus grandes momentos. Mick Jones encontra-se no auge com riff’s espectaculares como em Back Where You Belong com sintetizaores arrasantes de Ian Mcdonald, um blues/pop.
Se gosta de funk/hard rock pode contentar-se com Love Has Taken Its Toll, é pena não ser lançado em single e tem mesmo a cara dos Deep Purple na fase Coverdale/Hughes.
Double Vision, chegou a nº 2 na Billboard, composta depois de verem o guarda redes da equipa de hóquei New York Rangers, a ser derrubado nas finais da Taça Stanley, é uma faixa hard rock com o refrão pop e hipnotizante e o piano bem trabalhado. Tramontane é um instrumental bem experimental e evidencia raízes inspiradas pelo flamengo com uma marcha ténue entre o pop visceral e acústicas delirantes.
I Have Waited So Long é talvez a melhor balada do álbum e não é para menos: Lou Gram canta bem como nunca se viu, uma voz bem enfática, está de parabéns. Lonely Children é um boogie poderoso e contagia mesmo pelo baixo/guitarra contornando entre a linha da velocidade sem limites. Spellbinder é um testemunho de lamentos e amor que segue a linha baladeira e roqueira e é sem duvida uma faixa digna de fechar este clássico. O material encontra-se mais diversificado do que pode imaginar. Os Foreigner são a segunda banda que mais vendeu internacionalmente a seguir aos Led Zeppelin e é pena que cá em Portugal a banda não tenha a mesma recepção porque eles são mesmo bons naquilo que fazem e há boas canções que agradariam ás rádios nacionais.
Os Foreigner confirmaram-se sob o estatuto de uma das bandas mais bem sucedidas nas décadas 70 e 80 apesar de ainda não terem impacto significativo no outro lado do Atlântico. O trabalho conseguiu a 3ª posição na tabela de álbuns nos EUA, mas mal conseguiu entrar para o Top 40 no RU o que é pena pois os Foreigner eram um dos supergrupos mais promissoras da altura. Assinalou também a partida do baixista Ed Gagliardi, substituido pelo ex-membro dos Roxy Music, Rick Wills, um amigo de infância de David Gilmour, dos Pink Floyd. Um dos melhores álbuns da década 70 e se gosta de conduzir com musica então escolha este.

Saturday, January 06, 2007

Queen- A Kind Of Magic



Apesar de os Queen já não fazerem sucesso em território americano e japonês ainda eram uma das bandas que vendia e emplacavam sucesso principalmente na Europa. Temos que reconhecer que talento e criatividade não lhes faltava. Após uma apresentação de 20 min no Live Aid, que para Freddie, só 20 min no Wembley não bastava depois da grande apresentação que fizeram. Eles queriam mais e assim a maior banda do mundo fez história. O décimo segundo álbum em estúdio era mais um sucesso regular depois do The Works. Singles de grande sucesso já estavam previsto. Digamos que A Kind Of Magic teve como função desempenhar mutuamente o papel de banda sonora do filme Highlander e ser mais um dos originais da banda. Como é (quase) habitual o álbum abre com o puro rock in roll One Vision com o intro excepcional tendo como Brian nas teclas. A letra tinha como objectivo homenagear Martin Luther King mas após várias alterações actualmente nenhum membro da banda faz ideia do que é que a letra fala realmente. Mas podemos interpretar como uma forma subjectiva do homem estar acolhido pela esperança. O solo de Brian á la Eddie Van Halen está excelente, afinal ele também é dono de grandes riffs á sua maneira e os refrães estão inspirados. Apesar da controvérsia ao redor da letra o primeiro single do álbum e o único da banda do ano 1985, conseguiu entrar para o top 10. confesso que continuo a preferir a versão single mas a versão extensiva talvez seja mais apta para abrir o álbum. Quanto ao video clip, a ideia da alusão ao Boh Rhap no inicio da canção está muito bem usada (ten years after) as imagens do vídeo mostram uma banda descontraída em estúdio. Claro que quem é fã da banda fala sempre de A Kind Of Magic, a adorável pérola pop que sistematizou os tops europeus por toda a Europa. Freddie alterou a musica por completo, suavizando, mais comercial e audível mas não faz mal, por que não deixa de ser um dos melhores singles da banda nos anos 80. sintetizadores e o baixo reconhecível de John Deacon são os pontos fortes na parte instrumental. A letra, uma das melhores de Roger Taylor, é claramente inspirada numa fala do argumento do filme Highlander e o vídeo clip foi realizado pelo próprio realizador do filme, Russel Mulcahy, que fez um óptimo trabalho com os efeitos especiais. O que mais surpreende por parte de Roger Taylor na década 80 foi a repentina capacidade em colaborar em excelentes singles (Radio Ga Ga, Heaven For Everyone, These Are The Days Of Our Lives), se tivesse composto mais canções na década anterior talvez Roger aguçasse os seus sentidos para o formato single antes. One Year Of Love é mesmo a cara de John Deacon. Uma das melhores composições de John Deacon na minha opinião. Como sempre esse senhor caladinho surprende na tentativa de criar grandes melodias. Uma balada de formato pop, entrou para o filme e bem merecia. Tem como convidados Lynton Naiff (nas cordas) e Steve Gregory (no saxofone), o ultimo consegue fazer um magnifico solo, dando mais melancolia á faixa, de facto este senhor saxofonista surpreendeu-me, sem ele o conteúdo musical desta canção seria vazio. Pain Is So Close To The Pleasure soa um pouco á sonoridade do Hot Space, mais do género Staying Power, pop dançante está bem ao estilo Mercury/Deacon, o que me impressionou de facto para além do magnifico mini solo de Brian é as vocais completamente agudas de Freddie. Friends Will Be Friends , trigéssimo single da banda ao todo, era uma tentativa de fazer um ‘big hit’ na terra natal mas falhou. Fez ligeiramente sucesso, mas não escapou ao desconhecido. Ao vivo FWBF demonstra virilidade e destreza para fazer o publico encher os pulmões e cantar o pesado refrão. Mas é pena que não tenha recebido assim tanta atenção, ainda que cá em Portugal passe nas rádios, mas não muito. A versão áudio do video clip é muito mais superior que aqui pela mesma razão de o publico cantar juntamente com a banda. Who Wants To Live Forever, mais uma vez inspirado no filme, é daquelas que nunca se esquece e tem um convidado muito especial, Michael Kamen (quem é que não o conhece pelas grandes melodias de Everything You Do (I Do It For You ) de Bryan Adams e Nothing Else Matters ou o S&M dos Metallica?) compositor, maestro e arranjador tornou-se um dos grandes músicos para bandas sonoras de filmes Hollywood. Morreu no dia 18 de Novembro de 2003 devido a uma complicação cardíaca. Michael Kamen juntamente com Brian e a Orquestra nacional filarmónica fizeram um óptimo trabalho nesta maravilhosa balada que captou um pouco do barroco e uma melodia única. O refrão final é que deixa muito a desejar, dá a noção de que ainda há algo a completar no final, deveriam ter cantado o refrão final mais uma vez. Destaque para o solo de Brian. Gimme The Prize, energética e pesada (ao estilo hard rock) é mais uma vez inspirada no filme (...here i am, i’m the master of your destinity...) parece que Brian deixou-se levar pela mitologia viking. Inspira numa certa personagem violenta, tal como a letra, o vilão da história Kurgan. A letra é uma das minhas favoritas, e podemos deparar com algumas partes do filme como o rugir das espadas em pleno combate ou Kurgan a argumentar e no final a explosão das janelas depois da decapitação habitual. John e Freddie detestaram a canção que quase ia ser excluída no reportório, ainda bem que Brian mudou de ideias porque a faixa é fantástica e uma das poucas agressivas já que o álbum é 80% pop. Don’t Lose Your Head apresenta algumas semelhanças,mas não muitas, com Pain Is Close To Pleasure no estilo musical. Don’t Lose Your Head, tal como é sugerido no filme em várias cenas, há um verso que Freddie interpreta como uma forma de gozar com John Deacon depois daquele pequeno incidente que todos nós conhecemos (...Don’t drink and drive my car...), a letra é de Roger Taylor, exageros de sintetizadores e da drum machine estão bem presentes, muito pop á parte é uma melodia agradável de ouvir. Por ultimo é aquela que considero a melhor no álbum: Princes Of The Universe. Temos que admitir que é a melhor canção do álbum. Um pouco ao estilo de hard rock/metal graças ao solo pesadamente agressivo de Brian (riff composto por Freddie) o refrão soa como se deparássemos com uma batalha entre imortais e mortais e a sobrevivência do mais forte. Confesso que não parece nada do Freddie, mas é uma das poucas faixas bem roqueiras que Freddie compôs já que o seu género é baladas e pop. Princes Of The Universe é uma canção especial para mim porque abriu portas ao mundo dos Queen. Já a tinha ouvida antes graças á série ‘Os Imortais’ mas ainda nem sabia quem é que raio eram os Queen. Agradeço a um antigo colega meu pelo conhecimento da banda que tenho hoje. Se fosse a versão vinil o review já estaria por aqui mas ainda há outra pérola escondida. A lindíssima instrumental, Forever, obra prima de Brian que deveria fechar verdadeiramente o álbum na versão vinil mas infelizmente não o fez mas fomos recompensados com a versão CD e ainda bem. Só era escusado terem adicionado as versões ‘extra magical ingredients’. Depois do lançamento de AKOM a banda entraria na monstruosa e bem sucedidam, mas a ultima para nossa infelicidade, turné pela Europa. Estádios cheios, hinos do rock em plenos pulmões e um Freddie energético subversivo e original. Multidões era algo que não faltava nos estádios e sem darem por isso era o ultimo reinado da rainha! Temos que reconhecer que aqui só pode haver um! No mesmo ano foi lançado ainda um álbum ao vivo, Live Magic, o pior registo oficial da banda, curto demais para um álbum ao vivo e péssima remastirização, mas não faz mal, em 1992 receberíamos o fenomenal Live At The Wembley como recompensa. This is really a kind of magic! ps: era uma boa ideia se estivesse incluido no reportório a Hammer To Fall (single version) para dar um toque maior ao álbum e por fazer parte da banda sonora do filme, eu sei que seria algo repetitivo mas dá-me a impressão que ficava bem.

Queen- A Night At The Opera













O que dizer acerca desta obra prima senão um clássico e que buscou toda a essência da perfeição. Há diversos ingredientes para saborear, se voce for um daqueles que gosta de um pouco de cada estilo esse é o álbum certo. Na minha opinião o melhor álbum que a banda já produziu em estúdio. O álbum abre com o quase hard rock Death On Two Legs (Dedicated To...., letra agressiva (cheio de escárnio por assim dizer) que chocou a banda, mas a raiva era tanta que Freddie tinha que descarregá-la em algum lado. É uma linda homenagem a Norman Sheffield, ex- empresário da banda. Um intro bem feito com Freddie no piano, nessa questão parece ser um sintetizador, mas como se sabe Freddie era mestre naquilo que fazia e também devemos ter em atenção aos lindos solos de Brian, de facto ele está mesmo inspirado. Lazing On A Sunday Afternoon em estilo vaudeville dá-nos a sensação de estarmos nos anos 20 em Paris. Eu nem vou dar- me ao trabalho de explicar como é que Freddie gravou a sua voz (todas elas são dele) mas foi bem conseguido o efeito de megafone. Mais uma vez Brian brilha fazendo a sua parte no ultimo minuto. Confesso que me deu vontade de rir na primeira vez que a ouvi, está engraçada. Roger queria que I’m In Love With My Car fosse b-side de Bohemian Rhapsody e assim conseguiu apesar de algumas oposições. Puro hard rock mesmo ao estilo de Roger Taylor (quando mostrou a demo ao Brian ele pensou que Roger estava a brincar) é dedicada ao devoto pelo seu carro, John Harris (roadie da banda). O som do escape é do carro de Roger, o Alfa Romeo. Uma das melhores do álbum na minha opinião e devo dizer que era já uma entrada para o hard rock moderno visto que não se ouvia nada assim nos anos 70, estarei a exagerar? You’re My Best Friend, composta e dedicada á mulher de John Deacon, é facto que John sempre foi um predilecto em melodias pop e acessíveis e foi o seu primeiro single e sucesso a ser lançado portanto o mérito vai para ele. De pop perfeito e melodioso, foi composto enquanto John aprendia piano e foi um sucesso imediato (top 10 RU e top 20 EUA). O piano que se ouve é um piano eléctrico Wurlitzer e por curiosidade: Freddie detestava o som do instrumento, como se sabe ele era adepto do piano clássico e aparece em imensas bandas sonoras de séries e filmes americanos e foi uma das mais passadas nas rádios americanas. Se gosta de Buffalo Springfield ou Joan Bez , grandes nomes do folk então de certeza que não vai deixar de lado a lindíssima ’39. A letra fala sobre um grupo de exploradores que pensam que passaram um ano enquanto que passou 100 anos e agora os seus conhecidos estão mortos. Normalmente nas letras da área do folk é sobre viajentes normais mas Brian optou por ficção cientifica (algo em voga na juventude no tempo de Brian) e como sempre consegue surpreender também pela forma exímia como Brian toca acústica e as vocais no refrão bem conseguidas de Roger, Freddie e Brian. É uma pérola que brilha e nunca se deixa desviar o olhar nela. Sweet Lady segue o ritmo blues/hard rock com o amplificador ao máximo, canção lenta e pesada não deve passar despercebida. Já li muitos comentários de como os fãs não gostam lá muito mas eu sou ao contrário. Os que os Whitesnake irão fazer no inicio da sua carreira já os Queen tinham começado, pode parecer um pouco estranho mas se formos a ver a letra composta por Brian e a musica parece seguir esse caminho. Os riffs e o solo no ultimo minuto da Red Special faz delicia aos amantes do rock pesado. O melhor vaudeville está em Seaside Rendezvous. Composta por Freddie, parece ter rendido uma certa diversão para Roger e Freddie imitando uma orquestra (flautas e trompetas), efeitos marados e instrumentos orquestrais. Honky-tonk e piano por Freddie. Dá até um certo clima jazz. The Prophet’s Song é uma peça valiosa do rock progressivo. Baseado num sonho de Brian e composta por ele mesmo deu também muita dor de cabeça para o próprio criador da faixa. 8 minutos entre as trevas e a luz, com arranjos pomposos, vocais exageradas, climas instrumentais perfeitos deu a esta faixa elegância e virtuosidade. Uso da máquina ecos está bem utilizado e um lindo intro com um solo de Toy Koto. Love Of My Life é uma das baladas mais conhecidas da banda (nº1 em alguns países na América latina com Love Of My Life’79) e foi coverizada por inúmeras bandas e entre elas contam-se Extreme, Scorpions e etc... Brian teve que aprender a tocar harpa para esta faixa e Freddie como sempre está excepcional no piano e Brian usa um Gibson Hummingbird, confesso que não sou grande fã desta balada mas Freddie canta como um Deus, está divinal e sobre a letra talvez seja sobre o seu eterno amor, vocês sabem a quem me refiro. Good Company , puro Jazz, é uma maravilha no que toca ao som e voz. Brian toca Ukelele (do pai de Brian) e o solo da Red Special está magnifico, acreditem, faz com cada efeito. A letra é uma pequena parte da sua biografia, ou seja a letra segue uma narrativa contada na 1ª pessoa por Brian. O estilo musical é uma suposta homenagem á banda de jazz de Dixieland (o nome da banda não me lembro). Senhoras e senhores abram alas para Bohemian Rhapsody (9 semanas nº 1 no RU), obra prima definitiva de Freddie! Coro, Pop, Balada, Ópera e Hard Rock tudo isso em 5 minutos num ambiente único e caracteristico dos Queen. Foi com este single que propulsou a banda para a fama. Premiado várias vezes, primeira promoçao com um verdadeiro video clip e a chatice de que a editora não concordava com o lançamento de um single que tivesse mais de três minutos (até o próprio autor tinha duvidas quanto a essa questão) ou seja temos que agradecer o sucesso ao Dj Kenny Everett. destreza musical está bem presente em todos os membros da banda. O álbum acaba com God Save The Queen (Freddie queria que chamasse And Baby Will Fall), um instrumental apesar de simples assume um clima mágico (é preciso dizer que é graças á Red Sepecial?) e provém das secções de Queen II mas só foi adiante com este álbum. Brian também toca piano e é provavelmente uma das melhores instrumentais da banda e digno de fechar este clássico e todos os concertos até aos dias de hoje que deu imaginação e apreciação aos ouvintes fiéis. Vale mesmo a pena descobrir este álbum para quem ainda não ouviu porque nos dias de hoje musica como esta não há. Aconselho não a remaster 1993 mas sim a 30th Anniversary Collector com uma remasterização muito superior.

Queen- The Miracle















Os Queen mudaram radicalmente de sonoridade com a dupla David Richards/Queen na produção e como sempre souberam preservar altos momentos. Apesar de a espera ser longa (3 anos) valeu bem a pena com a volta de um novo álbum: The Miracle. “Uma banda mais unida” como Brian May disse e bem. O perfeccionismo está bem presente e o mundo mais uma vez está preparado para a maior banda do mundo e o resto que se lixe. O álbum abre com o funk/pop Party em que o ouvinte pode relaxar e ouvir a grande batida e defrontamos com o lindo solo de Brian. Party ocorreu durante uma jam em que como se não houvesse mais nada para fazer Freddie começa a tocar piano e canta os seguintes versos: “we had a good night” o resto da banda seguiu o ritmo e assim ficou completa a dançante Party. Khashoggi's Ship é um suposto relato sobre o milionário Khashoggi escrito por Freddie Mercury com uma mistura típica do seu humor. Hard rock puro e directo sem restrições e interliga-se um pouco com a primeira faixa. Os Queen sempre souberam fazer épicos não só nos anos 70 como nos anos 80 com Radio Ga Ga, Who Wants To Live Forever e afins. A The Miracle está nesta lista contribuindo para um perfeito épico e majestoso que requer um ouvido bem aberto a tantos pormenores pelo que passou. Sintetizador Korg- M1, piano (oiçam a beleza que Freddie transmitiu), um baixo espectacular , solos de Brian e um Roger atento faz desta faixa uma das mais complexas e perfeitas das faixas épicas da banda. É só agradecer a Freddie pelo seu génio e escrita que fomentou a esperança do homem. O fim é pesado e traz um baixo aniquilador e um video com os Queen juniors. “I want it All and I want it now!!!!”- frase de Anita Dobson que inspirou Brian a compor a roqueira I Want It All a minha favorita do álbum. Originalmente de 1987, Brian May arrasa com riffs poderosos e refrães poderosos (May/Mercury) , Freddie toca Keyboards, Roger Taylor pela primeira vez usa o Bumbo. Se pensa que os Queen já não conseguiam compor nada pesado nos anos 80 bem pode estar enganado. Por curiosidade foi usada na propaganda de Anti- Apartheid. Confesso que prefiro a versão single mas a versão álbum também merece elogios. The Invisible Man traz um dos melhores videoclips de sempre. Curiosamente está dividida em quatro partes: Freddie Mercury, John Deacon, Brian May e por ultimo Roger taylor, cada um fazendo o seu trabalho. Roger, após ler o livro com o mesmo nome, escreveu a letra toda na mesma situação em que Freddie escreveu Crazy Little Thing Called Love, percebeu? Nada mais do que saborear um pop rock perfeito. Breakthru é simplesmente incontrastável pelo ritmo perfeito numa combinação fatal entre o pop e o rock pesado. Primeira parte escrita por Freddie (A New Life Is Born) e a segunda parte foi escrita por Roger (Breakthru). Vale atentar pelo lindo solo de John Deacon no tempo 02:59. Rain Must Fall é uma balada pop muito ao ritmo da praia (assim me parece) ao ritmo latino na percussão. Mais uma colaboração de Deacon/Freddie trouxe uma nova sonoridade mas ao mesmo tempo o típico som que John e Freddie faziam. Para por as coisas ainda melhores Brian tem o seu espacinho com solos vibrantes da Red Special. A mensagem na letra? É simples: não se preocupe com pequenas coisas. The Scandal bem poderia ser um êxito se assim acontecesse mas é pena que tal não aconteceu. Com o divórcio de Brian e a desconfiança dos media de que algo de mal estava acontecer a Freddie obviamente os media queriam mais para tal mexerico. Dai que Brian compor esta faixa. Sintetizador do baixo de David Richards, e um solo formidável de Brian e também um dos melhores momentos de Freddie na voz traz este clássico absoluto que merecia mais nos tops. My Baby Does Me é uma faixa até engraçada, com um ritmo «cool» e reflectivo. Pop perfeito com a harmonia que nos faz pensar sob o luar e posso dizer que apesar de ser uma faixa simples tem arranjos maravilhosos. A ultima? A ultima que se segue é um vulcão em erupção e ninguém consegue pará-lo.Was It All Worth It tem um ritmo similar a The Show Must Go On (não muito) e é um hard rock puro e épico de 5 e 45 minutos de loucura e voltas em espiral. Escrito pela banda, como se estivessem a lixar para o resto, Freddie compôs o riff da guitarra e usa-se o sintetizador Korg M1 no tempo de 04:01 (parece uma orquestra ao vivo), um bom trabalho que dá ainda mais textura á canção. A letra situa-se no cómico e ao mesmo tempo irónico, uma pequena biografia da banda como se eles estivessem a cantar que nem bêbados. Valia a pena ser lançado em single. Uma das melhores do álbum. Não vou falar sobre mais nada para não estragar a estética do álbum porque apesar de serem só 10 faixas, a banda trouxe o perfeccionismo que tentavam procurar desde o inicio, nenhuma é detestável ao ponto de saltarmos de faixa e as demos que aconteceram durante a secção de The Miracle não podiam, nem devem ser lançados como extras para não estragar o perfeccionismo que a banda trouxe. É por isso que não vale só os singles. Com uma capa excelente e inovadora, uma banda fresca e actual e a volta aos tops a banda realmente fez um milagre aqui. Três semanas antes do lançamento o álbum intitulara-se The Invisible Man mas a banda concordou com Roger Taylor que seria The Miracle, e porque não “The Invisible Band”?

Saturday, November 25, 2006

Vida Longa para Freddie Mercury


Foi no dia 25 de Novembro de 1991 que Freddie pereceu. Um dia trieste para os fiéis fãs, familia e amigos de Feddie. Mas o seu espirito e legado permaneceu e anda permanece aqui inalterado ganhando cada vez mais fãs por todo o mundo.
Nos dias de hoje é raro encontrar génios como Freddie. Ele podia dominar uma multidão no tamanho do mundo inteiro que para ele não era nada, a sua voz era a magia divinal que se ouvia numa tempestade tempestuosa e o seu brilho cintilava mais que o próprio sol. Génio? Deus? Louco? Não, só um homem sincero e original que conseguia elevar-se sempre ao máximo....

Tuesday, November 21, 2006

Queen- The Game

The Game foi o único álbum da banda a alcançar o numero um tanto no Reino Unido como nos EUA. Lançado no dia 30 de Julho é um best-seller nos EUA onde vendeu mais de 4 milhões de cópias, nada mal, hem? Os Queen continuam a manter a sua ética quanto ao formato (sempre a diversificar) mas a novidade está na estreia dos sintetizadores e a banda apresenta um som mais actual mas isso não irá prejudicar a sua qualidade muito pelo contrário: a banda está no apogeu da sua criatividade como sempre e preparada para enfrentar o mundo. Outra mudança está no novo visual da banda o que fez agradar ás criticas (idiotas como sempre) e o Freddie estreou em 1980 com o seu mais conhecido e radical visual, Freddie não era só um musico meus caros, era um génio! A banda chamaria (ás pressas) um desconhecido produtor que acabara de trabalhar no novo álbum em estúdio do Gary Moore, Mack que trouxe uma nova identidade á banda.
O álbum abre com o lindo intro de Play The Game. A canção foi escrita por Freddie, letra que é uma alusão á sua vida romântica, Freddie canta magnificamente em falsete em alguns momentos, a voz já se mostrava um pouco alterada (começava a fumar) não para pior mas sim para melhor. Uma das melhores canções de pop da banda. Se gosta de funk/rock temos o furioso Dragon Attack pronto a servir. Contagiante e uma das melhores do álbum Brian acrescenta mais solos magistrais á sua galeria, Roger bate em tom funk melhor do que ninguém e oiça os pratos a vociferarem, sem duvida que Roger está inspirado, Freddie parece um rapper (a sua vocal soa algo similar a We Will Rock You), John Deacon dispensa de apresentações, ele é o mestre daquiulo que sabe fazer melhor. Entramos em refrão momento ‘cappella’ no exacto tempo de 02:43, Dragon Attack merecia ser single.
Another One Bites The Dust, clássico de John Deacon, foi o segundo e o ultimo a chegar a nº 1 nos EUA (quatro semanas). Canção obrigatória para qualquer concerto ou compilação por onde quer que passe, é uma novidade entre os fãs pelo novo som. É engraçado que até tem um pouco de influencias da canção Fun It. O momento alto da canção é o baixo com o qual John maneja. Uma canção difícil de desprezar pelo ritmo dançante e com ambiente sonoro cabalístico, efeitos estranhos que não são de sintetizadores como a maioria pensa, mas é simplesmente Brian a fazer mais uma das suas com a Red Special sobre o aparelho ‘Eventide’ e piano, uma ideia até muito bem aproveitada. Ironicamente foi Michael Jackson quem sugeriu que Another One Bites The Dust deveria ser lançado embora que a banda não estava lá muito convencida que aquilo iria fazer sucesso, mas fez! Esteve nas tabelas da Billboard rock, dance e R&B em simultâneo. Por curiosidade, a guitarra rítmica foi gravada por John Deacon.
Need Your Loving Tonight mais uma vez da autoria de John Deacon, guiada por uma melodia agradável, pop rock á la Beatles (pelo menos na letra) sem sintetizadores, muito bem aproveitada é uma das minhas favoritas. Crazy Little Thing Called Love, primeiro single a atingir nº 1 nos EUA, inspirado no rock tipicamente fiveties, á moda de Elvis Presley, é uma canção divertida. Freddie compôs durante o seu banho e foi gravado no estúdio (a fora de horas) durante umas bebedeiras entre Freddie, John e Roger. Brian gostou do que ouviu e depois acrescentou um solo não da de sempre Red Special mas sim numa Fender Telecaster (e ainda bem! Ficou ainda melhor). Freddie toca guitarra acústica (uma Martin D18). A minha favorita do álbum e uma das melhore de Freddie. Fartamente passada nas rádios até aos dias de hoje em todo o mundo.
Rock It [Prime Jive] ao estilo de Roger é uma peça de hard rock. Uma faixa que não foi fácil na questão de ‘devemos ou não meter no álbum’. Mack e Brian May sugeriram que a canção deveria ser cantada por Freddie e Deacon preferiu que fosse só Roger a cantar, após tantas tentativas Freddie canta só o intro (e que intro!) e passando de seguida para o arranque no seu elo mais pesado. Solo de guitarra magnificamente ilustrado nas nossas audições. O baixo está grandioso no intro. Sintetizador tocado por Mack, teclas por Freddie e o baixo é tocado por Roger. Devo confessar que na voz de Freddie ficava melhor não só o intro mas o resto.
Don’t Try Suicide talvez seja a canção mais estranha (para mim) que Freddie escreveu. Som fresco, proveniente do new wave, com um peso mais rock em certas situações e um baixo fenomenal. Pode ouvir-se piano em algumas partes e estranhamente não há sintetizadores. O riff inicial da guitarra faz-me lembrar um pouco o riff de Walkin’ In The Moon (The Police). Letra optimista, Freddie avisa que o suicidio não é solução uma canção completamente diferente do que nós os fãs estamos habituados a ouvir.
Sail Away Sweet Sister é uma balada comovente da autoria de Brian May, interpretado por ele próprio no ultimo refrão entra Freddie em dueto com Brian no coro de vozes. Uma canção doce que se adaptava de imediato á rádios. Estranhamente, pode ser uma alusão a uma irmã que Brian desejava ter, visto que Brian era filho único.
Freddie Mercury e Roger Taylor cantam em dueto na Coming Soon. Na guitarra está Roger, é uma faixa simples e directa com um pouco de influencias do new wave/punk mas ao sabor da banda, uma das mais pesadas do álbum. O álbum encerra com Save Me. Considerado pelos fãs uma das melhores baladas da banda e há razão para pensar nisso. Brian May toca órgão, piano, sintetizadores, guitarra eléctrica e acústica (de doze cordas) criando assim uma melodia única e um pouco melancólica. Há quem diga que Brian inspirou-se acerca do fim da relação de Feddie com Mary ou que trata-se de um amigo seu, desconhecido do publico. Enfim, Save Me é sem duvida a minha balada predilecta de sempre do álbum e uma obra prima que merecia ser um êxito colossal (estou a exagerar, não?)
Em processo de trabalho de estúdio o álbum intitulava-se Play The Game mas foi mudado para The Game e na minha opinião é um dos 5 álbums mais consistentes de sempre na produção. The Game foi o primeiro a contar com video clips de alta qualidade (efeitos especiais e videos mais complexos).
Senhores e senhoras este foi o álbum que definitivamente fez dos Queen super estrelas fora da Europa e ai começou a corrida aos estádios. Se A Night At The Opera ou News Of The World foram o pontapé de saida para a fama mundial este glorificou o nome tal como devia ser. Devemos aceitar que o trono pertence á maior banda do mundo.

The Game


1. Play the Game*
2. Dragon Attack*
3. Another One Bites the Dust *
4. Need Your Loving Tonight *
5. Crazy Little Thing Called Love
6. Rock It (Prime Jive) *
7. Don't Try Suicide *
8. Sail Away Sweet Sister #
9. Coming Soon #
10. Save Me #

#1979

*1980

Monday, October 16, 2006

Queen- Queen


Os Queen já tinham arrecadado uma boa quota de fãs e já tinham composto mais do que o suficiente para estruturação de um álbum. Um dos pontos negativos defronte a fase inicial da banda foi a pouca atenção que receberam por parte da editora Elecktra Records. A banda apesar de apresentar um visual glam rock e ao mesmo tempo ultrapassado mas magnificamente majestosos enquanto que, curiosamente, a sonoridade da banda não tinha parecença com o glam rock. Verdadeiros discípulos dos The Beatles (ultimos trabalhos), Jimi Hendrix e Led Zeppelin os Queen afirmaram-se sob o berço da cena hard rock mas já com uma estética experimental que seguiria nos futuros projectos. Para um primeiro álbum os Queen até saíram bem. Consistente e sólido o Queen já definia a sonoridade da banda que iria percorrer loucamente até ao A Day At The Races. Era o culminar de arranjos pomposos, excessivamente produzidos e multi-instrumentais e claro a famosa frase da banda ‘No Synth’. O processo do álbum não foi de um momento para o outro nem foi um percurso fácil. Demorou dois anos para o álbum ser completo. Decorreu de forma a tempos quando o estúdio estava inutilizado e a banda aproveitava estas horas vagas. O álbum (já clássico) abre com Keep Yourself Alive, uma canção de suporte bem comercial, com intenção das rádios rock fm mas que suga inspirações dos Led Zeppelin, só que o que torna este single único é pelo fenomenal riff de Brian, o refrão pesadamente forte e a letra semi-progressiva onde Brian e Roger ainda têm direito a cantar umas linhas. O que estava para ser um sucesso virou um fracasso na hora de ponta, é pena porque gosto dela. A seguir entramos com o psicadélico/balada/rock Doin’ All Right, só para saciar a curiosidade, Brian toca piano em algumas partes da faixa. Devo dizer que até é uma faixa interessante, tem um segmento e alterações rítmicas onde Freddie alterna as suas vocais entre o absurdamente agudo e o verdadeiramente normal. Mas o maior prazer de ouvir esta semi balada está nos solos inflamáveis de Brian. Uma das composições da época dos Smile. A seguir podemos dizer que vem ai um terremoto com The Great King Rat. É daquelas faixas que mais me dá prazer de ouvir, puro hard rock, letras cadenciadas pela raiva e suor, uma daquelas composições que adaptava bem ao vivo e que qualquer banda de metal podia coverizá-la e nem imaginam a minha surpresa quando a ouvi pela primeira vez...’aquilo é Queen?!`...o momento alto é Roger Taylor na percussão, a energia ali foi bem despejada. My Fairy King é daquelas baladas que segue a linha pop e pode ser do agrado aos nossos ouvidos. Considero como ponto alto as vocais belíssimas de Freddie como se ele quisesse desobstruir o ambiente dramático e criar algo teatral, John Deacon (ou devo dizer Deacon John?) toca um lindo solo de baixo e claro que no piano não podia ser mais ninguém senão Freddie. Exageros de overdubs e harmonias estão bem patentes aqui, uma balada épica e uma linda dedicação á mãe de Freddie Mercury. Liar é simplesmente admiravelmente glamoroso! Segue uma linha progressiva e pesada, mas já se adivinhava o que iria acontecer no futuro. Liar pode ser considerado o pai das faixas mais progressivas (ou épicas) que a banda começaria a produzir lá para a frente. Repare-se como exemplos The March Of The Black Queen, Bohemian Rhapsody ou Prophet’s Song. Liar é conduzida á base de riffs distorcidos, vocais rasgadas e uma produção límpida e épica. O intro foi deveras inteligente, as primeiras linhas da letra estão interessantes: ...«I have sinned dear Father, Father I have sinned, Try and help me Father, Won't you let me in? Liar».... Uma faixa de raízes hard rock. The Night Comes Down originou um resultado bem interessante. Brian, na questão de pegar numa guitarra acústica nunca nos deixou ficar mal (bem, excepto a ridícula Dear Friends), como em Saily Away Sweet Sister ou ’39 e The Night Comes Down é daquelas pérolas que mostra um Freddie muito melancólico nas vocais, pode-se considerar folk ou simplesmente balada pop mas não deixa de ser esplêndida. A minha favorita balada neste álbum. Roger Taylor como sempre está-se nas tintas para com o resto e atira contra tudo com a furiosa Modern Times Rock ‘N’ Roll, talvez punk pela razão de ser simples, directa e sem restrições mas também podia ser hard rock. É um boogie completo que nos leva a abanar as cabeças como verdadeiros headbangers. Só é pena que uma das minhas favoritas seja curta. Son And Daughter podia ser dos Black Sabbath que ninguém dava conta. Talvez a mais pesada do álbum, puríssimo hard rock, corta as barreiras entre os trabalhos seguintes e este, Freddie não usa a sua voz em ponto agudo como tem costume mas sim em ponto grave. Curiosamente no álbum Toys In The Attic (1975), dos Aerosmith, a faixa Round And Round tem um ritmo semelhante. Jesus, da autoria de Freddie, continua a seguir o ambiente hard rock com refrães frequentes e o uso de overdubs, riffs um pouco á Angus Young. Uma faixa simples mas que resultou em algo eficaz e adequado para o repertório. Fechamos com o instrumental Seven Seas Of Rhye, que é digna de fechar de acordo com a regra de como grandes clássicos devem fechar em grande estilo. Basicamente são os quatro elementos cada um no seu canto. Tudo o que posso dizer acerca de Queen que é um álbum susceptível de desagradar aos mais ‘PoPados’ e que mantém um ecletismo hard rock, digno de estar entre os clássicos dos pesados dos seventies. Eu gosto dos álbuns da década 80 mas acho que em termos instrumental foram um pouco superficial, enquanto que nos 7 álbuns em estúdio noas anos setenta a banda deu de tudo para surpreender e serem tanto bombásticos como pomposos, muita instrumentalização e produções excessivamente perfeitas. As vocais, desde o primeiro, foram absurdamente abusadas, uma das marcas da banda que no The Game deixaram de lado e solos magistrais. Infelizmente Freddie pouco tocou piano também a partir nos anos 80. como podem ver a década 70 é muito mais superior, essa é só a minha opinião e penso que o primeiro da banda, Queen, espalhou o nome da banda como tal devia ser e estava destinado a serem do que mais uma mera banda no panorama musical no futuro. Só é pena não terem incluído a bela Mad The Swine. Foi produzido pela própria banda, por John Anthony e Roy Baker.
1. Keep Yourself Alive
2. Doing All Right
3. Great King Rat
4. My Fairy King
5. Liar
6. The Night Comes Down
7. Modern Times Rock 'n' Roll
8. Son and Daughter
9. Jesus
10. Seven Seas of Rhye

Wednesday, October 11, 2006

Nevermind- Nirvana

O Nevermind foi um golpe de sorte quando foi lançado. É inegável dizer que o Nevermind foi um dos álbuns mais influentes na década 90 e que abriu as portas ao grunge. O nome Nirvana foi explorada ridiculamente pelos meios de comunicação, pela juventude e foram expostas a uma fama interminável, a mesma que queriam evitar. Mas não vou falar da vida privada da banda nem no suicídio de Kurt Cobain, isso são factos para quem gosta de ler fait-diver ou mexericos. Estou aqui para falar do que realmente importa: de musica e o resto é cada um por si. Como se sabe o Hard Rock (o meu estilo de eleição) já estava saturado, nada mudava, os Bon Jovi tinham estragado a ética do Heavy Metal e começava a parecer mais modelos a cantarolar e a tocarem do que propriamente os verdadeiros defensores do Metal. Mas nem tudo estava perdido. Apareciam os Guns N´Roses, com letras que falavam não sobre amor e essa treta toda mas sim histórias da primeira pessoa e da própria realidade como nós realmente devemos ver. Era uma vida de Rock In Roll. Mas como eu disse o Hard Rock já estava saturado e repetitivo. Não havia como inovar. Os Nirvana eram quatro e passaram a três. Apesarem de todos eles terem gostos muito diversificados tocavam aquele som típico do underground. Era mais uma daquelas bandas de Seatlle do post- punk. Em 1989 lançaram o Bleach provavelmente o álbum mais punk que já fizeram e tiveram um sucesso relativo produzido por Jack Endino, um amigo da banda, por apenas 600 dólares. Ainda lançam um single, o ‘Silver’ (uma das minhas canções favoritas da banda) que só se encontraria dois anos depois no Incesticide, uma compilação de singles e covers altamente recomendável. Enquanto a banda divulgava os seus trabalhos a troca de bateristas era constante. O próximo produtor seria Butch Vig que tinha produzido Smashing Pumpkins e Sonic Youth e nos dias de hoje é baterista dos Garbage. Finalmente em Outubro de 1990 Dave Grohl, baterista de uma banda hardcore chamada Scream, entra para a banda. Dave Grohl é conhecido por incontáveis projectos e deu entrada a inúmeras bandas antes de entrar para os Nirvana. Antes da entrada do baterista a banda ainda lançou um EP, o ‘Blew’ que continha o grande hino da juventude 90, ‘Smells Like Teen Spirit’ numa versão completamente diferente daquela que se tornaria num grande sucesso. Após assinarem um contracto com a DGC (da Geffen Records) a banda entra em estúdio em 1991 para gravar o seu segundo álbum, o Nevermind com Butch Vig. É lançado no mesmo ano no dia 24 de Setembro. Tudo o que tenho a dizer sobre este álbum mítico simplesmente defino como o mais acessível, grandes melodias que se destacam muito, principalmente que Cobain descobriu que podia escrever grandes baladas como em ‘Polly’, o som bastante limpo apesarem de ainda manterem-se fiéis ao seu estilo e de nunca caírem para a repetição. belas letras, todas elas por Kurt Cobain e pela agressividade em algumas faixas, mas também temos pop em ‘Come As You Are’ e o quase psicadélico em ‘Drain You’ e o punk progressivo ?! em ‘Something in the Way’. É claro que temos como abertura o ‘Smells Like Teen Spirit’ com grandes riss, o riff de abertura faz-me lembrar o Southern Rock mas é uma composição/musica muito bem apanhada que pode agradar aos nossos ouvidos logo á primeira (isso depende da pessoa), ou seja um hino do grunge que ainda hoje passa nos canais de televisão onde tenha musica. ‘In Bloom’ é daquelas que juntamente com ‘Come As You Are’ agrada ás rádios mais acessíveis. ‘Lithium’ também merece destaque, uma canção triste com uma melodia simplesmente maravilhosa. Tudo neste álbum são pérolas atrás de pérolas. Estava previsto para ser vendido 100 mil cópias acabou por vender mais de 10 milhões de cópias, um acto que surpreendeu a própria editora como a industria fonográfica. Ainda hoje, passado mais de uma década continua a vender como pão e não é para menos. Foi eleito pelas revistas especializadas e pela imprensa como um dos melhores do ano 1991. A tão famosa capa também merece destaque. Filho de um casal amigo da banda, tornou-se memorável por uma criança de quatro meses a nadar debaixo da água atrás de uma nota de 1 dólar presa a um anzol. Em 2001 Spencer Elden (agora com 10 anos), convidado pela Rolling Stone, cometeu a mesma proeza mas desta vez estava atrás de uma nota de 10 dólares e tinha dez anos. O mais irónico é que aquele puto nem gosta de Nirvana. Mas seja como for se você é um coleccionador ávido de clássicos do mundo do rock in roll não insiste em ter mais um grande clássico juntamente com outros que tornaram memoráveis e que ao longo do tempo ainda não ganhou uma ruga. É a isso que se chama um clássico. Eu e o Nevermind Tinha eu 6 anos quando me deixei levar pela capa curiosa do Nevermind. Para um puto com 6 anos o rock ainda não me dizia nada mas aquele cartazes publicitários que apareciam nas paredes na cidade Lisboa, seja na Avenida dos Restauradores, nas estações de metro, não importava onde, deixavam-me uma curiosidade saciável. isso já lá vai há quase 15 anos. Em 2002 um colega meu (agora ex) emprestou-me o Nevermind e pela primeira vez ouvi e senti o espirito reminescente daqueles tempos que já lá vão e com os quais vivi orgulhosamente, essas lembranças vieram á tona com um certo sabor a nostalgia. Depois desse acontecimento comprei definitivamente o álbum e ai nunca mais parei de admirá-lo. É certo que nunca fui lá muito fã do movimento grunge mas aquele álbum que me acompanhou até aos dias de hoje sem eu saber é uma lembrança que não merece ser esquecida.

1. Smells Like Teen Spirit
2. In Bloom
3. Come as You Are
4. Breed
5. Lithium
6. Polly
7. Territorial Pissings
8. Drain You
9. Lounge Act
10. Stay Away
11. On a Plain
12. Something in the Way
tempo total: 42:38

discografia da banda
Sliver: The Best of the Box Nirvana With the Lights Out (Box)
From the Muddy Banks of the Wishkah
Singles
MTV Unplugged in New York
Incesticide
In Utero
Nevermind
Blew (EP)
Bleach

Por Van Wilde

Monday, September 25, 2006

A História do Rock

Rock nos anos sessenta

Introdução Porquê começar em 1965? Por uma simples razão: foi quando o rock foi levado mais a sério. O rock nessa altura iria ser uma arma política severamente usada e espalhada pelos confins na América. Nesse mesmo ano nascerá o folk-rock e o psicadelismo, para os quais se vira uma juventude ocidental desiludida pela sociedade de consumo do seu país. Tudo parecia possível: intervenção política, fascínio pelas drogas, contestação estudantil, interesse pelo misticismo oriental, vida comunitária, grandes ajuntamentos em festivais de musica, flower power, enfim uma nova mentalidade nascia e tudo isto em nome da liberdade, mas estamos aqui para falar de musica. geração rebelde Em 1963 Bob Dylan já era famoso em algumas partes da América relativamente à grande repercussão que as suas letras inteligentes que chamavam a atenção do publico e aclamava as criticas algo inédito naquele tempo. Em abril, Bob Dylan, fez o seu primeiro grande show em New York, e teve uma apresentação no programa de TV de Ed Sullivan cancelada em virtude do conteúdo "revolucionário" das suas letras. Já em Maio ocorreria na Califórnia o Monterey Festival reunindo Bob Dylan e Joan Baez, além de outros artistas do estilo como Peter Seeger e o trio Peter, Paul & Mary. Rapidamente a música folk e principalmente Bob Dylan seriam estampados de comunistas e degenerados, o que obviamente atraiu a atenção do público jovem e aumentou o apelo do novo estilo. No entanto, os Beach Boys continuavam na mesma onda do rock in roll sem novidade nenhuma, letras e musica basicamente sem grandes mundanças e que teve grande sucesso graças á Surfin’ USA (plágio de Sweet Little Sixteen, de Chuck Berry), surgindo então outros artistas com canções de surf como Jan And Dean. No Outro lado, precisamente em Inglaterra, George Martin contrata os Beatles (que foram recusados pela Decca), para a EMI, em pouco tempo já eram um sucesso sem precedentes e a isso deveu-se a uma fórmula básica de apelo a músicas cativantes, bom humor e algum cinismo nas entrevistas. O que começava a surpreender e a estranhar para a época é que a maioria dos êxitos eram compostos pelos componentes da banda. Os Rolling Stones, ainda sem grande repercussão, estreavam. Curiosamente em 1964 Os Beatles ocupavam as tabelas americanas enquanto Bob Dylan ocupava as tabelas inglesas. Os Rolling Stones tornavam-se também num um grande sucesso mundial com sua ida aos Estados Unidos pouco tempo após os Beatles (a atitude irreverente dos Stones, com seus os frequentes escândalos, era a antítese perfeita à educação e boa aparência dos Beatles, conquistando o publico mais rebelde do público). Outras bandas inglesas como Herman’s Hermits, The Kinks e The Animals também despontavam. A partir de 1965 bandas como Yardbirds (que influenciaram inúmeros rocker em pouco tempo), que teve como membros Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton, e os The Who, o rock ganhava mais agressividade, algo inédito para a época, com guitarras distorcidas e mais amplificação. Em 1966, os The Who levaram pela primeira vez o hard rock ás tabelças, graças ao single Substitute enquanto Eric Clapton, após a saída nos Yardbirds, montava uma nova banda juntamente com Jack Bruce e Ginger Baker, o power trio Cream. Nos Estados Unidos o folk fundia definitivamente com o rock graças a bandas como The Byrds, Simon e Garfunkel e as harmonias vocais em The Mammas And Pappas. Os Beatles estavam no apogeu da sua arte com Revolver, provavelmente o melhor e mais diversificado álbum da banda. A maturidade musical fora atingida. Os Beach Boys, graças ao mentor Brian Wilson, acabara de criar uma obra prima: Pet Sounds, genial, arrepiante que rompia com a imagem de rapazes da praia. Os instrumentos básicos de uma banda de rock já não era o suficiente: exploravam instrumentos exóticos, arranjos mais complexos e super experimentais. Um outro instrumento também seria utilizado: as drogas. O LSD, famoso ácido, composta de maneira a simular ou a tentar ampliar os efeitos em busca de prazer e de estados alterados da percepção, ondas não lineares. Nascia assim o psicadélico. Em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, marca o possível nascimento do rock progressivo, excessivamente produzido (tendo gasto mais de 700 horas e 6 meses de gravação), revolucionário, romperia definitivamente com o formato extremamente comercial do tradicional Hit Single dando identidade e individualização a cada canção composta num álbum. Até o baixo era uma revelação e a memorável capa é uma obra-prima: uma colagem de personalidades admiradas pela banda). Curiosamente, uma outra banda, os Pink Floyd, gravavam The Pipers At The Gates Of Dawn, álbum movido pelo génio carregado de LSD, Syd Barret. Descoberto e levado para Inglaterra pelo ex-Animal Chas Chendler, Jimi Hendrix seria uma outra grande revelação de 1967, graças ao single Purple Haze, Hendrix não só captou a atenção ao publico em geral como a astros de rock como Eric Clapton que pensava que a sua carreira estava terminada de um momento para o outro quando ouviu a versão incendiária de Killing Floor de Jimi Hendrix. Hendrix amplificou e usou definitivamente e até ao extremo a guitarra eléctrica no rock. Em 1967, baseado na geração beat, surgiria os hippies, manifestem em nome da paz e amor (dai o termo peace and love) contra o sistema capitalista, recíproco e claro, contra a desnecessária guerra do Vietname. O movimento teve como manifestações gigantescas em San Francisco. Estereótipos famosos como cabelos e barbas longas, o símbolo de três pontas relacionado ao tema «peace and love» , sinalização militar do cessar fogo, flores no cabelo e comunidades alternativas eram simbolos de um movimento da consciência da juventude perante a uma sociedade conservadora e ao capitalismo americano. E desse mesmo movimento surgiram bandas sobrecarregadas de LSD como os Jefferson Airplane, a «bluesgirl» Janis Joplin, Gratefull Dead e os The Doors que recentemente tinham lançado o famoso single Light My Fire. O grande evento desse mesmo ano seria o Monterey Pop Festival, que teve como convidados Janis Joplin, Bufallo Springfield, Jimi Hendrix, The Animals entre outros. Falando dos The Doors, eles eram mais do que uma banda de San Francisco, o perfeccionismo extremo e experimentalismo que fundiam com poemas obscuros de Jim Morison (O político erótico) identificava-os quase de sobrenaturais. O Strange Days é a prova disso. Novas formas de sonoridade expandiam: folk-rock, blues e pop, música indiana, free jazz ou a música contemporânea alargavam mais o ambiente em novas proporções. Bandas como os Gratefull Dead ou Tem Years After alargavam as suas musicas em longas improvisações, ou modificam os sons com a ajuda de efeitos diversos (pedais, bandas de gravação ao contrário, etc...) para criar um ambiente próximo dos efeitos do LSD. O Punk também começava sobressair graças a bandas como os 13th Floor Elevators, originária do Texas, que tentam um rock in roll mais selvagem, seguindo por Los Angeles com Electric Prunes ou The Seeds. Em Inglaterra o psicadelismo dos Pink Floyd de Syd Barret dos grupos como os The Soft Machine ou Traffic integra um sentido do absurdo tipicamente britânico. Com o primeiro álbum mítico da banda de John Cale e Lou Reed, os Velvet Underground & Nico , nascia assim a música alternativa, acrescentado para ser um sucesso, falhou na hora de ponta! Os The Who passavam pelas experiências loucas do experimentalismo como em Sell Out, uma obra prima do psicadelismo e claro filme sonoro Tommy. Em 1968, com o final da banda The Yardbirds, Jimmy Page monta os New Yardbirds que pouco depois chamariam Led Zeppelin (por sugestão de Keith Moon), ao mesmo tempo que os Cream estavam a ter um merecido sucesso com o muito experimental Whells Of Fire. Os Sttepenwolf, com o famoso tema Born To Be Wild, moldavam pela primeira vez o termo Heavy Metal. A sonoridade dos Led Zeppelin era inédita desde então, embora baseada dos blues era muito mais agressiva. Instrumentos virtuosos, solos inflamáveis e epopeias sonoras começavam a destacar. O hard rock estava no apogeu enquanto clássicos como os Pink Floyd ou Beatles passavam por problemas de convivência cada vez maiores, embora que os Beatles ainda fossem levar a carreira para mais á frente por dois anos. No entanto os Pink Floyd sofreram com a perda do mentor Syd Barret. Em 1969 foi ainda um grande ano de festivais. A morte de um fã durante um espectáculo dos Rolling Stones numa apresentação gratuita no festival de Altamond, California, foi o marco negativo do ano. Mas mesmo assim esta má impressão seria incapaz de abafar a realização do que foi possivelmente o maior evento de música de todos os tempos, entre 15 e 17 de Agosto, em Woodstock, interpretado por muitos como o marco do início de uma nova era de paz e amor, com apresentações de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jefferson Airplane e The Who. No Newport Jazz Festival por sua vez apresentaram-se os Led Zeppelin, Jethro Tull, John Mayall, Ten Years After, Jeff Beck, James Brows, Johnny Winter, entre outros. Em 1970 era o fim do sonho. Os antigos heróis iriam dar lugar a novos heróis. Era o começo de uma nova era. O fim do sonho: O rock perde parte da inocência e da urgência: começa-se a levar muito a sério, o que não tem razão de ser. Os temas alongam-se interminavelmente e a ideia da melodia é abandonada em prol da virtuosidade técnica. Apesar do glam, rock assegurar um rock básico cai no esquecimento por uns anos e o rock progessivo vende milhões de discos e enche estádios, as editoras e músicos são milionários. O Rock é suavizado e comercial. Seria preciso esperar até 1977 com a explosão do Punk, aberto pelos Sex Pistols, para que o rock voltasse a ser como era no inicio dos sixties.

Rock nos anos setenta

Em 1970 o rock , assim como os roqueiros da primeira geração, já tinham atingido a sua maioridade e a sua inocência nos primeiros tempos e agora tudo era passado. As grandes bandas na sua maioria estavam cercadas de melhores equipamentos de estúdio e mesmo orquestras (bastante emblemático é o lançamento do Deep Purple, Concerto For Group And Orchestra). Um outro grande passo para a sofisticação fora também a rápida difusão dos sintetizadores (a início os Moogs e Minimoogs inventados por Robert Moog), teclados capazes de criar novas tessituras e variedades sonoras antes impraticáveis. Os velhos ídolos como Jimi Hendrix, The Doors ou mesmo Jani Joplin e ainda o fim dos Beatles que fora emblemático para o fim de mais uma era do rock. Haviam sido talvez a banda que mais ajudara na transição entre o rock básico de letras simples dos primeiros tempos ao rock mais complexo e sério musicalmente e liricamente. O rock não era apenas diversão e produto de consumo mas era definitivamente encarado como expressão artística e social. Os Free, banda oriunda dos Boom Blues viriam a dar uma pequena ajuda ao hard rock com o êxito All Right Now. O publico do mesmo iria ser dividido em duas partes: os adolescentes mais interessados nos hit singles de bandas teoricamente descartáveis e dos já mais amadurecidos rockers dos primeiros tempos, que estavam na fase da experimentação, de letras elaboradas e álbuns completos donde buscavam perfeição. O rock progressivo começava a apresentar- se a um grande público e, Greg Lake, após de abandonar a banda King Crimson, formava a clássica banda Emerson, Lake & Palmer (acompanhado por Keith Emerson e Carl Palmer), cativando um público cada vez mais sério. O álbum Deja Vu de Crosby, Stills, Nash & Young, é o mais vendido do ano nos estados unidos. Com a aquisição do baterista Phill Collins a banda Genesis iniciava sua carreira de sucesso, os Pink Floyd deixaria o psicadélico e começavam a trabalhar no rock progressivo (graças a Roger Waters), enquanto os Yes criaram a obra prima Close To The Edge, um dos simbolos do rock progressivo e o melhor dos originais ,assim o rock progressivo conhecia a sua ascensão. Embora que o rock progressivo continuasse em expansão, nasceriam bandas de musicalidade simples e muito baseadas no apelo fácil à rebeldia, como nos anos 50, assim nasceria uma nova geração de rock, o Glam Rock. O Glam apresentava um extensivo marketing, cabelos, roupas exageradas, muito futuristas e coloridas, como os Sweet, David Bowie que produzira o excelente The Man Who Sold The World, o clássico de sempre, os The Mott The Hoople, os Slade ou o Elton John com roupas ainda mais extravagantes. No entanto no ano de 1969 os Led Zeppeln deixaram dois álbuns pesados, Jimi Hendrix deixou uma forma inovadora de tocar guitarra, os Rolling Stones deixaram os Blues ainda mais selvagens e os Cream uma aproximação ao hard-roc (exemplo de Crossroads) e depois disto tudo viria a nascer definitivamente o heavy metal graças aos Black Sabbath com o Paranoid, o melhor álbum deles até aos dias de hoje, Ozzy canta de uma forma mórbida, Tommy Iommi cria riffs lentos e pesados alterando a barreira entre os blues e o hard rock até ao Heavy Metal, diz-se a lenda que o primeiro álbum (Black Sabbath) foi gravado em apenas dois dias! Para lá no outro lado do oceano, nos EUA, o glam já começava a crescer consideravelmente como os Alice Cooper que em 1971 lançou o grande êxito Eighteen e o clássico Love It To Death tendo grandes sucessos até 1975. Como se o factor de marketing (tornando por vezes mais importante que a musica) não bastasse surgia então palcos teatrais em que desempenhavam um papel muito importante na descrição da letra da canção, os Alice e os Kiss (cujos demónios cuspiam fogo) viria a fazer parte do mesmo. Em 1971 foi um ano em cheio, os Led Zeppelin acabavam de lançar um grande álbum, que estranhamente não tinha o selo da editora nem o nome da banda ou álbum mas que foi um estrondoso sucesso e o génio compositor John Lennon lançou o brilhante Imagine. Como se não bastasse os The Who lançaram o Who’s Next contendo dois grandes clássicos: Behind Blue Eyes (coverizado pelos Limb Bikzit 30 anos mais tarde) e o épico Won’t Get Folled Again com sintetizadores do outro mundo, apesar de Townshend pretender que o álbum fosse conceptual ( ele próprio detestou no inicio o Who’s Next) o que ele não previu é que viria a ser o melhor da banda. Rod Stewart acabava de deixar os Jeff Beck Band e entrava para os Faces (que acabou de fazer parceria com Ron Wood, amigo de longa data) e entra na cena do Glam Rock fazendo também uma excelente carreira a solo. Quando se fala dos anos 70 não se pode esquecer também dos Depp Purple, com a sua grande formação, os Mark II, que estavam no auge, lançando álbuns fantásticos, o In Rock (donde eles arriscam uma mudança musical e lançam para o hard rock), o Fireball (demasiado moderno que acabou por não ser um grande sucesso mas com uma excelente produção) e o definitivo Machine Head (bem que todas as canções podiam ser singles). Os Pink Floyd não podiam estar mais do que satisfeitos depois do Dark Side Of The Moon que viria a estar nas tabelas americanas por uns longos anos. No Progressivo rock (com muito Glam) os Roxy Music acabavam de lançar o For Your Pleasure (meio punk, meio pop e meio rock) donde este álbum viria a ser mais uma pérola para a história do rock progressivo assim como o Aqualung dos Jethro Tull. Ninguém imaginaria que ópera com rock se dariam bem mas os Queen fizeram isso acontecer quando lançaram o clássico de quase seis minutos Bohemian Rhapsody, com cinco estilos musicais num só (coro, balada, ópera, hard rock e o pop)! Os Queen, sem sombra de duvida, foram a banda que mais procuraram a perfeição nos álbuns, dai as canções serem tão diferentes uma das outras. Em 1974 o Glam rock enfraquecia, os New York Dolls por exemplo, grandes seguidores do mesmo, acabariam ou David Bowie que acabaria por deixar as vestes futuristas. O Hard Rock recomeçava a reinar graças aos AC/DC, Queen, Blue Oyster Cult entre muitos outros entretanto no ano seguinte nascia um novo estilo próximo do hard rock o AOR (adult oriented rock) veja-se por exemplo os Boston (lembrem-se do saudoso More Than Feeling?) ou os Foreigner entre muitos outros (Styx, Electric Light Orchestra etc... ). Os The Eagles viriam a mudar de som, deixando o folk e alternado para algo mais comercial e acessível dividindo legiões de fãs em duas partes: os antigos e os novos., disso tudo deveu-se graças ao Hotel California donde a canção com o mesmo nome do álbum foi controvérsia pela razão da banda fazer um pacto com o diabo assim dito pelos evangelistas, mas sem nunca deixar de ser o melhor dos originais. Nos confins da América, os Aerosmith, uma banda de Boston, estavam no apogeu com o grande clássico Toys In The Attic (de 1975) lançando no ano seguinte o Rocks, com riffs viciosos influenciando uma quantidade de fãs de hard rock para a próxima década. O ano de 1977 viria a ser uma mudança radical para o mundo com a chegada do Punk. Tudo começou com Malcon McLaren, desde então dono de uma loja de roupas de couro (de certa forma uma sex shop) em Londres, o aproveitamento do novo estilo como algo comercial. Não tendo sido bem sucedido como empregador, a banda americana New York Dolls (que já estavam em franca decadência), McLaren voltou a Londres com a finalidade de montar ele próprio uma banda usando o padrão que havia conhecido nos Estados Unidos. Entre clientes de sua loja recrutou quem tivesse os parcos conhecimentos musicais necessários para formar a banda Sex Pistols. Acrescentaram à música simples e alucinada dos punks americanos letras anarquistas e mais agressivas. Seu primeiro hit foi Anarchy In The Uk, em 1977 mas foi com o God Save The Queen que os Sex Pistols tiveram um sucesso estrondoso pela Europa levando um novo estilo de vida e de moda (com cabedal a mais e cabelos berrantes). O punk que fora criado nos estados unidos e popularizado na Inglaterra (onde logo viria a se tornar um movimento social da classe mais baixa ou então média baixa em Inglaterra e não apenas um estilo musical) foi uma resposta necessária ao rock que estava a ser levado a sério demais, aos álbuns duplos conceituais, aos solos de dez minutos e às bandas que perdiam de vista o carácter de diversão do rock. O punk embora considerado por muitos anti-música foi na pior das hipóteses um mal necessário para mostrar e conter alguns exageros do progressivismo. No Punk viria a nascer o New Wave e o pop punk e os Sex viriam a encontrar rivalidades como os The Clash, Ramones ou The Jam (com letras do mesmo que aconteceu à vinte anos atrás: Juventude rebelde e raparigas) Mas a fórmula do Punk já estava a esgotar assim como os próprios co-criadores) em que o hard rock estava a renascer nas cinzas graças aos Van Halen, com riffs de Eddie Van Halen espectaculares e nunca antes visto, em covers como You Really Got Me (de The Kinks), Symphaty For The Devil (de Rolling Stones) e dos próprios, o Eruption. Bandas de não-punk começavam a virar para o mercado americano como os Queen que acabariam por lançar o fantástico News Of The World. Nasceriam também duas grandes bandas carismáticas, os The Police com o Outlandos D’ Amour (excelente com uma mistura de pop, regaee, punk e rock em que tornaria o som único) e os Dire Strais com um som simplesmente delicioso cheio de rock in roll tipo anos cinquenta. Apesar de mais uma ameaça para o rock, o Disco, o rock nunca deixou de baixar de nível mantendo sempre de cima e tornando inultrapassável até aos dias de hoje (desde 1954). No Underground estavam os U2 e os Iron Maiden que tinham que esperar até á próxima década. No ultimo ano dos seventies grandes bandas manifestavam o sucesso não só nos EUA ou RU como na Alemanha com os Scorpions ou os UFO. Os Thin Lizzy após excelentes produções de álbuns (de Jailbreak até Black Rose) estavam já a perder terreno assim como os Nazareth ou os Grand Funk entre muitos outros. Os AC/DC acabariam por ter um mega êxito com o Highway To Hell mas infelizmente Bon Scott não viveria para ver os seus dias tornarem-se ainda mais gloriosos. A década acabava de chegar ao fim e assim nasceria uma nova era para o rock, o novo Heavy Metal (vindo por ai acima com Trash e Speed ), como os Motorhead, Judas Priest , Iron Maiden, Metallica entre muitos outros e o hard rock moderno, como os Guns N’ Rose, Motley Crue entre muitos outros, apesar de estes estilos terem muitos nomes mas uma coisa é certa pertencem todos á mesma familia: o Rock In Roll.