Álbuns que influenciaram guitarristas

Cream- Disraeli Gears
Este mítico álbum marca uma nova sonoridade da banda. Os Cream era conhecidos pelos longos improvisos, peso e por ser uma das primeiros trios que no inicio iria marcar uma nova onda de inúmeros trios. Esta super banda, já com um currículo extenso entre bandas de jazz e blues encontrariam melhor sorte com os Cream formado pelo baterista carismático, Ginger Baker. Mas a maior estrela da banda era Eric Clapton, então no auge, influenciaria inúmeros guitarristas graças á sua genialidade. Jack Bruce, um poeta dono de uma voz doce e cativante junto com Baker e Clapton estavam predestinados a ser um dos maiores trios do mundo. Efeitos psicadélicos do pedal Wah-Wah, solos demasiados virtuosos, um som límpido e blues demasiado pop e pérolas escondidas que merecem ser descobertas como ‘Tales Of Brave Ulysses’ e o maior êxito da banda: ‘Sunshine Of Your Love’ uma grande canção com refrão pesado e peso acrescentado no final.
Free- Fire And WaterTerceiro álbum deste grupo britânico inclassificável, saido do blues boom dos finais dos sixties e que traçaria um certo sabor a rock seventies, pesado e metálico, Fire And Water constitui a apoteose dos Free e o inicio de um grande sucesso graças ao single All Right Now. Paul Kossof trasmitia toda a dor e lamento pelos magnificos solos e Paul Rodgers nunca se portou tão bem como neste álbum mágico. Baladas adoçadas também estão incluidas no reportório, basta procurar no nostálgico Remember e na doce Oh I Wept. Um clássico.
Jeff Beck- Blow By BlowUma das figuras mais ‘sul generis’ da galeria dos lendários guitarristas. Passou pelos Yardbirds e pelos Jeff Beck Group (onde Rod Setwart ainda era um certo desconhecido) abraçando finalmente a carreira a solo. Em 1975 lançou o seu álbum a solo mais famoso, Blow By Blow, salpicada de verdadeiras pérolas do chamado fusion rock, um álbum magistral e experimental. Jeff Beck utilizou a Gibson Les Paul embora que o seu som mais característico fosse uma stratocaster modificada.
Ten Years After- Recorded LiveOriundos do blues boom inglês dos sixties, os Tem Years After gozaram de um sucesso bem merecido em 1969 graças á contribuição em Woodstock e á interpretação de um único titulo, o vertiginoso e inflamável ‘I’m Going Home’ do qual para grande felicidade minha apresenta-se neste álbum ao vivo. Reeditado num só CD, Recorded Live é ambientado por solos dignos de entretimento e a cover de Willie Dixon, ‘Help Me’, é igualmente inflamável. Alvin Lee, líder da banda, foi injustamente desprezado por ser demasiado virtuoso.
Van Halen- Van HalenNatural de Pasadena e formado pelos irmãos Van Halen, iriam reinventar aqui o hard rock. Pode-se dizer que quando apareceu o inquieto Eddie Van Halen a forma de tocar guitarra nunca mais foi a mesma. Escalas supersónicas passaram a fazer parte do repertório de quase todos os guitarristas. Eddie Van Halen não só foi original no modo de tocar como no modo de construir novas guitarras como a famosa ‘Frankenstein’com corpo da ‘stratocaster’, o braço de uma ‘kramer’ um humbucking, floyd rose, um único botão de volume e fita cola nos dedos...enfim. foram experiências que mudaram o próprio rumo dos fabricantes de guitarras. Reedescobre-se aqui temas inquietantes como no tema de abertura em ‘Eruption’ na cover soberba ‘You Really Got Me’ (The Kinks) e outras faixas imparáveis ‘Running With The Devil’ ou ‘On Fire’. A banda tentaria ainda impressionar com outro clássico: 1984, mas isso é outra história.
Steve Vai- Passion & WarfaceSteven Siro Vai nasceu a 6 de Junho de 1960, em Nova York. Começou a tocar guitarra aos 13 anos, tendo como objectivo ‘tocar como Jimmy Page’. Aos 18 anos, em 1978, Steve Vai deixou Long Island e partiu para a Berklee School Of Music, em Boston onde gravou uma demo que enviou a Frank Zappa. A demo continha a gravação de um tema do próprio Zappa tocado duas vezes: uma no ‘tempo’ normal e outra a dobrar. Sabendo que não era fácil tocar aquilo, Zappa convidou Steve Vai a juntar-se á sua banda, tornando assim o mais jovem da equipa de Zappa.
Em 1983 gravou o seu primeiro álbum a solo, Flexable’ e anos mais tarde, escreveu aquela que é considerada por muitos como a sua obra prima: Passion & Warface. Álbum completamente instrumental mostrava um Steve Vai no seu auge.
Led Zeppelin- Led Zeppelin IIO segundo álbum dos Led Zep é ainda mais forte e inspirado que o primeiro. É talvez com ele que nasce verdadeiramente o hard rock. O riff do blues ‘Whole Lotta Love’ é talvez aquele que mais sintetiza o termo ‘heavy’. Jimmy Page, mestre em fazer solos virtuosos, incorporou os Yarbirds junto com outros mestres bem conhecidos da galeria: Eric Clapton e Jeff Beck. Os Led Zep ainda se chamavam The New Yardbirds mudando assim de nome vindo de uma sugestão de Keith Moon. O rock nunca mais foi o mesmo. O primeiro álbum já era uma surpresa e então o segundo foi um choque. O som do conjunto, á base de riffs pesados e violentos , marca uma nova etapa no rock. Mas também á pérolas de pop em ‘What Is And What Should Never Be’ ou pérolas mais acusticas como em ‘Thank You’ e ‘Ramble On’. Blues rasgados em ‘The Lemon Song’ ou ‘Bring It On Home’ e tendo ainda um solo magistral de John Boham em Mody Dick. Incrivelmente diversificada, o LZ II é uma obra prima que pode passar por gerações sem passar despercebido.
Jimi Hendrix- Are You Experienced?James Marshall Hendrix, nascido a 27 de Novembro de 1942, em Seattle, dispensa de apresentações e descrições mais ou menos superficiais. Desde o inicio da sua fama que o nome Jimi Hendrix é tido como influencia para quem pretenda vir a ser guitarrista. Antes de passar pela sua banda, a Experience, Jimi Hendrix passou pelo BB King, Ike & Tina Turner e Little Richard. Tecnicamente, inclusive nos equipamentos escolhidos , Hendrix mostrou-se sempre inovador e original, de forma a tocar, pois, canhoto, usava uma guitarra para destros invertida.
Quando foi lançado este primeiro álbum da banda The Jimi Hendrix Experience fez o efeito de uma bomba no rock britânico, e depois mundial. Apesar de estar próximo de bandas trios como Cream, e de revolucionar o modo de tocar guitarra, Jimi Hendrix revolucionaria também uma nova maneira de escrever e de fazer soar uma canção. Temas enriquecidos como ‘Hey Joe’, ‘Purple Haze’ ou ‘Fire’ inspiram-se nos blues psicadélicos. Mas as faixas menos conhecidas são igualmente um ‘must’ e clássicas que perduram no mural dos clássicos do mundo do rock in roll. Jimi Hendrix inspirou-se no Eric Clapton e Eric Clapton inspirou-se no Jimi Hendrix dando assim ascensão aos dois maiores power-trios da década sessenta: Cream e The Jimi Hendrix Experience.
Are You Experienced? É um clássico absolutamente obrigatório para quem queira aprender a tocar guitarra.
Rory Gallagher- Irish TourEste álbum ao vivo veio provar que Rory Gallagher era um extraordinário performer, um grande guitarrista com enorme feeling e energia inesgotável, mas também um cantor sedutor e um exímio compositor. Está aqui no seu melhor da sua forma e no apogeu
da sua glória na Irlanda, a sua terra natal, perante o seu publico. Oferece um blues rock incandescente, recheado de sublimes excertos de guitarra, alternado entre temas originais (ainda melhores do que em versão estúdio) e covers bem seleccionadas como ‘I Wonder Who’ de Muddy Waters, ‘Too Much Alcohol’ de J.B. Hutto e um surpreendente ‘As The Crow Flies’ de Tony Joe White, em versão acústica.
Um guitarrista impressionante, muito á vontade no palco, extremamente simpático e dono de uma musica verdadeiramente eufórica.
Black Sabbath- ParanoidDefinitivamente o melhor dos originais da banda. Este segundo álbum, rebaptizado para beneficiar do sucesso do single) da banda tra-lhe glória graças á inclusão do sucesso ‘Paranoid’. Célebres também são o épico ‘Iron Man’ com um baixo arrasador, ‘War Pigs’, funk/metal, critica á Guerra do Vietnã , a sombria ‘Hands Of Doom’ que representa uma evolução face ao hard rock e a incrivelmente poderosa ‘Fairies Wear Boots’ blasfémias contra os skin-head ou seja um clássico que abalou as fundações do rock. Temos faixas curiosas como o ’Planet Caravan’ que não há explicação possivel para definir o estilo a dar á faixa e o psicadélico ‘Electric Funeral’ com efeitos de pedal. Ozzy Osborne pode não ser um grande intérprete mas é dono de uma voz única. O mais experiente da banda é Tommy Iommi, guitarrista da banda, que antes de formar os Black Sabbath, passou pelos Jethro Tull e foi influenciado pelo Jazz (dai Ozzy ás vezes se irritar com Tommy por causa dos longos solos e improvisos) de certa maneira Tommy Iommi é um dos melhores guitarristas á face da Terra.
O material é indiscutivelmente pesado e sombrio, com canções sobre sobre a morte, pestilência, guerra, doenças e ocultismo, tudo isto na perfeição lírica.
Depois deste os Black Sabbath ainda continuariam a tentar fazer melhor mas Paranoid é uma das maiores influencias do rock pela razão de diversificarem e de terem em mão algo novo.
UFO- Strangers In The NightGrande álbum ao vivo! Surpreendente e energético! Sem duvida que a década 70 recebeu grandes álbuns ao vivo em que transbordava energia e virtuosismo. Contemplar esta maravilha é ser transportado para as grandes arenas de rock que enchiam de plateias num ápice.
A tudo isso deveu-se a um certo jovem chamado Michael Shenker, que era virtuoso em demasia e dono de um estilo único (guitarras distorcidas e etc) e foi com o mesmo que aconteceu o apogeu da banda. Na metade da década setenta toda a juventude que possuísse uma guitarra iam buscar influencias ao guitar heroe alemão e esse mesmo senhor influenciou também uma série de bandas até nos EUA como os Metallica, Megadeth e até mesmo os Smashing Pumpkins. Tocou nos Scorpions numa curta passagem e é irmão dum deles. Os seus solos soam tão épicos como espectaculares, dedilhando cada nota até arder. Basicamente é um álbum ao vivo sem pontos baixos e despejado de energia. ‘Lights Out’ e ‘Rock Bottom’ são a prova viva disso.
Deep Purple- In RockQuarto álbum da banda, In Rock é o primeiro da formação conhecida pelo aplido Mark II (a formação da era de ouro da banda). Um dos álbuns fundadores do hard rock, contém originalmente sete temas arrasantes que possivelmente atiram as agulhas indicadoras para o vermelho. Depois do fiasco em território progressivo e orquestral a banda finalmente encontrou a sua fórmula para grande felicidade de Ritchie Blackmore, guitarrista da banda, demasiado talentoso e demasiado arrogante. O álbum abre com o histérico ‘Speed King’ e nunca mais se olha para trás. Temos também o épico e magistral ‘Child In Time’, uma faixa pseudo progressiva com Ian Gillian num dos melhores momentos com a sua voz magistral. Os musicos estão aqui no pico da sua forma, sobretudo Ritchie Blackmore, numa guitarra incandescente (uma stratocaster distorcida) e Gillian numa interpretação paroxística.
Queen- A Night At The OperaEste álbum inclui obviamente ‘Bohemian Rhapsody’ a musica que propulsionou a banda para o topo das paradas. Este álbum inacreditavelmente variado contém pérolas únicas, músicos neuróticamente perfeccionistas, tiveram álbums de grande qualidade antes e depois mas nunca superaram-se frente ao ANATO. A razão do qual este álbum está aqui no tópico não é por a minha banda favorita ser os Queen mas sim pela maestria de Brian May o meu elemento predilecto. Dono de um estilo único (e guitarra também, Red Special) em estúdio Brian soava a musico tal como ele era e ao vivo soava simplesmente a Brian May. Death On Two Legs é impressionante pelos solos mortíferos e a capacidade de articular riffs meticulosamente árduos. Mas também á um daqueles temas que têm um sabor a hard rock seventies como no distorcido ‘Sweet Lady’ e no místico ‘’I’ m In Love With My Car’. Entram aqui instrumentos exóticos como o Ukelele no jazz ‘Good Company’ e vaudevilles como o docemente belo Seazide Rendevouz e o estranho ‘Lazing On A Sunday Afternoon’. Boh Rhap é daquelas faixas dificeis de esquecer e fácil de surpreender, de um prog rock aterrador, Freddie Mercury criou um monstro e nunca mais conseguiu superar. Brian May está nos seus melhores momentos, aliás todos os musicos o estão.
Chuck Berry- His Best Volume IChuck Berry é talvez o artista que mais merece destaque no rock in roll. Influenciou uma afinidade de rockers como Keith Richards (The Rolling Stones), Angus Young (AC/DC), o próprio Elvis Presley, Grateful Dead, Bruce Springsteen e centenas de outros e os mesmo nunca cessaram de adoptar temas deste mestre inconfundível de criar grandes melodias que se tornaram clássicos com o passar do tempo. Esta sublime compilação oferece vinte dos seus maiores temas como a muito conhecida de então e a minha favorita Johnny B Goode, Maybellene, Carol, Sweet Little Sixteen, Rock In Roll Music entre tantos clássicos da usina do rock. Infelizmente artistas brancos como Elvis Presley (pela mesma razão de ser branco e bonito) aproveitaram de adaptar temas de Chuck Berry e ganharam fama á custa dele. Mas hoje reconhecemos que ele é o verdadeiro rei do rock e sem ele saber, o modo como tocava guitarra estava muito á frente.
Aerosmith- RocksO quarto álbum da banda, sucedendo ao excelente ‘Toys In The Attic’ já confirmava a banda como uma das melhores do género hard rock. Desde o primeiro tema, Back In The Saddle ao Lick And A Promise, passando pelo funky Last Child ou o stoniano Combination que os Aerosmith derrapam no seu estilo absoluto. Nobody’s Fault Steven Tyler vocifera magnificamente e Joe Perry encandeia riffs viciosos com um som de guitarra que influenciará inúmeros hard rockers.
Para compor o equilibrio, os Aerosmith, fecham o álbum com a excelente balada Home Tonight. Se querem o melhor rock in roll americano aqui têm. Sem duvida revolucionário.






